Primeiramente, gostaria de dar um "oi", dizer que estarei, na medida do possível de volta a nossas prosas. Espero que possa agregar mais pessoas.
Bom, mas o que farei de agora em diante será agregar um pouco da minha experiência com o montanhismo em geral e principalmente com o ciclismo, que embora seja uma paixão antiga, antes mesmo que a escalada, sempre esteve meio que em segundo plano na minha vida.
Pois bem, o tempo é impiedoso com todos e os anos se cumulam, assim como as responsabilidades. As oportunidades na vida passam como trens e se não temos uma ideia clara de onde queremos chegar, pode passar vários que não embarcaremos em nenhum. Mas não se enganem, nunca é tarde para embarcar.
E justamente por conta das responsabilidades que a vida no impõe, que precisamos de "válvulas de escape", e o mundo nos oferece uma infinidade delas, umas boas, outras nem tanto e cabe a nós escolhe-las.
O Montanhismo sempre foi pra mim um estilo de vida e uma válvula de escape. Montanhismo no sentido lato sensu da palavra, é atividades em Montanha. Escalada, Caminhadas, Pedaladas e outras "adas" sempre tendo a natureza como palco.
De volta ao Ciclismo, também definição geral para atividades utilizando bicicletas, seja em asfalto ou off road, é o que tenho feito nos últimos anos.
Desde o final da década de 80 do século XX, estar sobre duas rodas, com a respiração ofegante, sensação de liberdade e aquela boa dose de adrenalina, tem sido uma das melhores coisas da minha vida e, de certa foram moldou quem sou. Comecei com uma Caloi cross emprestada de grandes amigos que tenho o privilégio de tê-los até hoje, mesmo com a distância, ou oceanos de distância.
Depois veio as primeiras Mountain bikes e junto o ciclismo de estrada, que embora seja a raiz de tudo, aqui no Brasil não era tão popular. Conhecia no máximo as "Caloi 10". Com muito custo, muito trabalho comprei de um amigo minha primeira mountain bike e desde então nunca mais parei.
Sempre agreguei, sempre trouxe quem gosto e respeito para o ciclismo e agora ele está mais popular e solidificado.
Tentarei nas próximas postagens dar dicas, conselhos, compartilhar informações, trocar experiências e dividir com todos o prazer de pedalar mundo a fora.
Espero que gostem e que consigamos crescer mais.
segunda-feira, 28 de maio de 2018
sexta-feira, 28 de junho de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Folha Política: Enquanto o país ocupa o penúltimo lugar em ranking...
Folha Política: Enquanto o país ocupa o penúltimo lugar em ranking...: Segundo ranking realizado pela Pearson Internacional (referido em matéria de O GLOBO), o Brasil ocupou, em uma lista de 40 países, a pen...
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Slow Science
Recebi o link sobre o assunto de uma grande amiga, e acredito que muitos pesquisadores compartilham deste sofrimento: publicar, publicar e publicar... Até que ponto o incentivo ao sistema fordista de publicação para conseguir índices, pontuações e respaldo e assim conseguir financiamento para desenvolver pesquisas é válido?
Atualmente a lógica tem sindo essa.
Vale a pena refletir sobre o assunto sem se preocupar em publicá-lo...
Manifesto da Slow Science
O movimento Slow Science defende o direito de cientistas fugirem da corrida pelo grande número de publicações e priorizarem qualidade da pesquisa. Sabine Righetti (Folha de S. Paulo, 08/08/11) noticiou que um movimento que começou na Alemanha está ganhando, aos poucos, os acadêmicos. A ebulição é espontânea: mais tempo para os cientistas fazerem pesquisa. Quando docentes são pressionados a se dedicar, em simultâneo, à massificação do ensino superior e à produção seriada de papers, evidentemente, predomina a quantidade e não a qualidade do trabalho.
Quem encabeça a ideia é a organização Slow Science, criada por cientistas gabaritados da Alemanha. Aderir ao movimento significa não se render à produção desenfreada de artigos em revistas especializadas, apenas para contar muitos pontos nos sistemas de avaliação de produção científica.
De acordo com o padrão norte-americano hegemônico, quem publica em revistas científicas muito lidas e mencionadas por outros cientistas consegue mais recursos para pesquisa. Por isso, os cientistas acabam centrando seu trabalho nos resultados imediatos: publicações. Vale-tudo: múltiplos (e falsos) autores, troca de favores, patotas, exclusivismo, sedução de editores, etc. O carreirismo predomina sobre o amadurecimento intelectual.
“Somos uma guerrilha de neurocientistas que luta para que o modelo midiático de produção científica seja revisto”, disse o neurocientista Jonas Obleser, do Instituto Max Planck, um dos criadores do Slow Science. O grupo divulgou um manifesto, no final do ano passado, em que proclama: “Somos cientistas, não blogamos, não tuitamos, temos nosso tempo”. [Eu "blogo" e pouco me importo se alguns colegas desdenham esse instrumento contemporâneo de debate público.] “A ciência lenta sempre existiu ao longo de séculos. Agora, precisa de proteção.”
O manifesto faz sentido científico. Há necessidade de verificar os dados com vagar, antes de tirar conclusões precipitadas. A Slow Science alerta para a questão do tempo necessário para analisar certa hipótese em profundidade e tirar conclusões acertadas.
Nesse movimento de “desobediência civil”, não é preciso se filiar formalmente. Basta imprimir o manifesto e divulgar no seu departamento. A ideia é pregar a pesquisa que não se paute só pelo resultado rápido e por critérios internacionais, pois coloca temas nacionais em segundo plano. O monismo metodológico para todas as ciências, seja laboratoriais, seja sociais, é debate inconcluso e não pode ser imposto à força.
“É improvável que o ritmo de fazer pesquisa seja diminuído por meio de acordo mundial em que cada cientista assume o compromisso de desacelerar seus trabalhos”, foi a reação de especialista em cientometria (medição da produtividade científica). Credo!
O MANIFESTO DA CIÊNCIA LENTA
Nós somos cientistas. Nós não blogamos. Nós não tuitamos. Nós necessitamos do nosso tempo.
Não nos levem a mal – dizemos sim para a ciência acelerada do início do século 21. Dizemos sim ao constante fluxo de publicações em revista e medição de seu impacto; dizemos sim para blogs de ciência e atendimento das necessidades de mídia; dizemos sim à crescente especialização e diversificação em todas as disciplinas. Nós também dizemos sim para investigar a retroalimentação dos cuidados de saúde e a prosperidade futura. Todos nós estamos também neste jogo.
No entanto, sustentamos que isto não pode ser tudo. Ciência precisa de tempo para pensar. Ciência precisa de tempo para ler, e tempo para falhar. A ciência nem sempre sabe o que pode estar certo apenas agora. Ciência se desenvolve de maneira vacilante, com movimentos bruscos e saltos imprevisíveis para a frente. Ao mesmo tempo, no entanto, arrasta-se por aproximação em escala muito lenta, para a qual deve haver tolerância de maneira que seu resultado seja justo.
Ciência lenta foi praticamente a única ciência concebível por centenas de anos; hoje, argumentamos, essa lentidão merece renascer e ter necessidade de proteção. A sociedade deve dar aos cientistas o tempo necessário, mas, mais importante, os cientistas devem adequar seu tempo.
Precisamos de tempo para pensar. Precisamos de tempo para digerir. Precisamos de tempo para entender bem uns aos outros, especialmente, para a promoção do diálogo perdido entre humanidades e ciências naturais. Nós não podemos dizer, continuamente, o que nossa ciência significa, o que será bom para ela, porque nós simplesmente ainda não sabemos. Ciência precisa de tempo.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Vale a pena ouvir
Gosto de Hip hop, gosto da marcação das batidas, gosto de algumas letras (nem todas pois como tudo na vida sempre há algo que não nos agrada), gosto de pensar que é uma forma da periferia mostrar sua arte quebrando as barreiras preconceituosas do padrão estético imposto por uma sociedade capitalista, através de fragmentos desta. Gosto de como as coisas são jogadas indivertidamente na cara do sociedade.
Peço licença ao poeta Criolo para divulgar uma música de sua autoria que representa bem o que quero dizer.
Viva a arte, viva a música e viva o respeito!
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
O perfeito imbecil politicamente incorreto Por racismoambiental
No Brasil, é aquele sujeito que se sente no direito de ir contra as idéias mais progressistas e civilizadas em nome de uma pretensa independência de opinião. Saiba como reconhecê-lo.
Em 1996, três jornalistas – entre eles o filho do Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, Álvaro –lançaram com estardalhaço o “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”. Com suas críticas às idéias de esquerda, o livro se tornaria uma espécie de bíblia do pensamento conservador no continente. Vivia-se o auge do deus mercado e a obra tinha como alvo o pensamento de esquerda, o protecionismo econômico e a crença no Estado como agente da justiça social. Quinze anos e duas crises econômicas mundiais depois, vemos quem de fato era o perfeito idiota.
Mas, quem diria, apesar de derrotado pela história, o Manual continua sendo não só a única referência intelectual do conservadorismo latino-americano como gerou filhos. No Brasil, é aquele sujeito que se sente no direito de ir contra as idéias mais progressistas e civilizadas possíveis em nome de uma pretensa independência de opinião que, no fundo, disfarça sua real ideologia e as lacunas em sua formação. Como de fato a obra de Álvaro e companhia marcou época, até como homenagem vamos chamá-los de “perfeitos imbecis politicamente incorretos”. Eles se dividem em três grupos:
1. o “pensador” imbecil politicamente incorreto: ataca líderes LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trânsgeneros) e defende homofóbicos sob o pretexto de salvaguardar a liberdade de expressão. Ataca a política de cotas baseado na idéia que propaga de que não existe racismo no Brasil. Além disso, ações afirmativas seriam “privilégios” que não condizem com uma sociedade em que há “oportunidades iguais para todos”. Defende as posições da Igreja Católica contra a legalização do aborto e ignora as denúncias de pedofilia entre o clero. Adora chamar socialistas de “anacrônicos” e os guerrilheiros que lutaram contra a ditadura de “terroristas”, mas apoia golpes de Estado “constitucionais”. Um torturado? “Apenas um idiota que se deixou apanhar.” Foge do debate de idéias como o diabo da cruz, optando por ridicularizar os adversários com apelidos tolos. Seu mote favorito é o combate à corrupção, mas os corruptos sempre estão do lado oposto ao seu. Prega o voto nulo para ocultar seu direitismo atávico. Em vez de se ocupar em escrever livros elogiando os próprios ídolos, prefere a fórmula dos guias que detonam os ídolos alheios – os de esquerda, claro. Sua principal característica é confundir inteligência com escrever e falar corretamente o português.
2. o comediante imbecil politicamente incorreto: sua visão de humor é a do bullying. Para ele não existe o humor físico de um Charles Chaplin ou Buster Keaton, ou o humor nonsense do Monty Python: o único humor possível é o que ri do próximo. Por “próximo”, leia-se pobres, negros, feios, gays, desdentados, gordos, deficientes mentais, tudo em nome da “liberdade de fazer rir.” Prega que não há limites para o humor, mas é uma falácia. O limite para este tipo de comediante é o bolso: só é admoestado pelos empregadores quando incomoda quem tem dinheiro e pode processá-los. Não é à toa que seus personagens sempre estão no ônibus ou no metrô, nunca num 4X4. Ri do office-boy e da doméstica, jamais do patrão. Iguala a classe política por baixo e não tem nenhum respeito pelas instituições: o Congresso? “Melhor seria atear fogo”. Diz-se defensor da democracia, mas adora repetir a “piada” de que sente saudades da ditadura. Sua principal característica é não ser engraçado.
3. o cidadão imbecil politicamente incorreto: não se sabe se é a causa ou o resultados dos dois anteriores, mas é, sem dúvida, o que dá mais tristeza entre os três. Sua visão de mundo pode ser resumida na frase “primeiro eu”. Não lhe importa a desigualdade social desde que ele esteja bem. O pobre para o cidadão imbecil é, antes de tudo, um incompetente. Portanto, que mal haveria em rir dele? Com a mulher e o negro é a mesma coisa: quem ganha menos é porque não fez por merecer. Gordos e feios, então, era melhor que nem existissem. Hahaha. Considera normal contar piadas racistas, principalmente diante de “amigos” negros, e fazer gozação com os subordinados, porque, afinal, é tudo brincadeira. É radicalmente contra o bolsa-família porque estimula uma “preguiça” que, segundo ele, todo pobre (sobretudo se for nordestino) possui correndo em seu sangue. Também é contrário a qualquer tipo de ação afirmativa: se a pessoa não conseguiu chegar lá, problema dela, não é ele que tem de “pagar o prejuízo”. Sua principal característica é não possuir ideias além das que propagam os “pensadores” e os comediantes imbecis politicamente incorretos.
http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/o-perfeito-imbecil-politicamente-incorreto
Em 1996, três jornalistas – entre eles o filho do Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, Álvaro –lançaram com estardalhaço o “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”. Com suas críticas às idéias de esquerda, o livro se tornaria uma espécie de bíblia do pensamento conservador no continente. Vivia-se o auge do deus mercado e a obra tinha como alvo o pensamento de esquerda, o protecionismo econômico e a crença no Estado como agente da justiça social. Quinze anos e duas crises econômicas mundiais depois, vemos quem de fato era o perfeito idiota.
Mas, quem diria, apesar de derrotado pela história, o Manual continua sendo não só a única referência intelectual do conservadorismo latino-americano como gerou filhos. No Brasil, é aquele sujeito que se sente no direito de ir contra as idéias mais progressistas e civilizadas possíveis em nome de uma pretensa independência de opinião que, no fundo, disfarça sua real ideologia e as lacunas em sua formação. Como de fato a obra de Álvaro e companhia marcou época, até como homenagem vamos chamá-los de “perfeitos imbecis politicamente incorretos”. Eles se dividem em três grupos:
1. o “pensador” imbecil politicamente incorreto: ataca líderes LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trânsgeneros) e defende homofóbicos sob o pretexto de salvaguardar a liberdade de expressão. Ataca a política de cotas baseado na idéia que propaga de que não existe racismo no Brasil. Além disso, ações afirmativas seriam “privilégios” que não condizem com uma sociedade em que há “oportunidades iguais para todos”. Defende as posições da Igreja Católica contra a legalização do aborto e ignora as denúncias de pedofilia entre o clero. Adora chamar socialistas de “anacrônicos” e os guerrilheiros que lutaram contra a ditadura de “terroristas”, mas apoia golpes de Estado “constitucionais”. Um torturado? “Apenas um idiota que se deixou apanhar.” Foge do debate de idéias como o diabo da cruz, optando por ridicularizar os adversários com apelidos tolos. Seu mote favorito é o combate à corrupção, mas os corruptos sempre estão do lado oposto ao seu. Prega o voto nulo para ocultar seu direitismo atávico. Em vez de se ocupar em escrever livros elogiando os próprios ídolos, prefere a fórmula dos guias que detonam os ídolos alheios – os de esquerda, claro. Sua principal característica é confundir inteligência com escrever e falar corretamente o português.
2. o comediante imbecil politicamente incorreto: sua visão de humor é a do bullying. Para ele não existe o humor físico de um Charles Chaplin ou Buster Keaton, ou o humor nonsense do Monty Python: o único humor possível é o que ri do próximo. Por “próximo”, leia-se pobres, negros, feios, gays, desdentados, gordos, deficientes mentais, tudo em nome da “liberdade de fazer rir.” Prega que não há limites para o humor, mas é uma falácia. O limite para este tipo de comediante é o bolso: só é admoestado pelos empregadores quando incomoda quem tem dinheiro e pode processá-los. Não é à toa que seus personagens sempre estão no ônibus ou no metrô, nunca num 4X4. Ri do office-boy e da doméstica, jamais do patrão. Iguala a classe política por baixo e não tem nenhum respeito pelas instituições: o Congresso? “Melhor seria atear fogo”. Diz-se defensor da democracia, mas adora repetir a “piada” de que sente saudades da ditadura. Sua principal característica é não ser engraçado.
3. o cidadão imbecil politicamente incorreto: não se sabe se é a causa ou o resultados dos dois anteriores, mas é, sem dúvida, o que dá mais tristeza entre os três. Sua visão de mundo pode ser resumida na frase “primeiro eu”. Não lhe importa a desigualdade social desde que ele esteja bem. O pobre para o cidadão imbecil é, antes de tudo, um incompetente. Portanto, que mal haveria em rir dele? Com a mulher e o negro é a mesma coisa: quem ganha menos é porque não fez por merecer. Gordos e feios, então, era melhor que nem existissem. Hahaha. Considera normal contar piadas racistas, principalmente diante de “amigos” negros, e fazer gozação com os subordinados, porque, afinal, é tudo brincadeira. É radicalmente contra o bolsa-família porque estimula uma “preguiça” que, segundo ele, todo pobre (sobretudo se for nordestino) possui correndo em seu sangue. Também é contrário a qualquer tipo de ação afirmativa: se a pessoa não conseguiu chegar lá, problema dela, não é ele que tem de “pagar o prejuízo”. Sua principal característica é não possuir ideias além das que propagam os “pensadores” e os comediantes imbecis politicamente incorretos.
http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/o-perfeito-imbecil-politicamente-incorreto
domingo, 27 de março de 2011
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Chega de discursos vazios!
Ultimamente tenho visto (lido) diversas pessoas esbravejando, militando contra mineração, crescimento industrial, etc. sempre em veículos de comunicação contemporâneos como a internet regada com sites de relacionamentos e blogs (como este em que escrevo).
O que mais me intriga nessa postura ativista não é sua legitimidade, que devo concordar que realmente é sensata e legítima em si, e sim a verborragia ativista que não reflete sobre o fato de sua intrínseca e arraigada inserção em um sistema pautado no consumo.
Portanto, antes de criticar as atividades minerarias e industriais temos de fazer nossa mea culpa, pois divulgamos nossos protestos de lap tops de última geração, sacamos nossos celulares ultramodernos e marcamos encontros para protestar contra a produção do mesmo, pegamos nossos carros do ano, com ABS, airbag, som com mp3, etc. e queimando combustível fóssil vamos praticar nossas atividades de lazer, ou trabalho Quando pensamos que agimos de maneira ecologicamente correta deixando o carro em cara para usa bicicleta temos de ter em mente que ela também é fruto desse processo industrial que demanda minério, utiliza lubrificantes e produtos sintéticos derivados de petróleo.
Pensamos sermos “ecologicamente corretos” quando usamos etanol, mas, o que parece ser uma atitude ecológica nada mais é que uma alternativa de perpetuação do próprio sistema. Espero não estar vivo para presenciar um fenômeno que só de pensar me dá arrepios que é o fato de com o advento do uso de etanol em lugar do combustível fóssil (petróleo) pararemos de plantar alimento para plantar combustível.
Pessoalmente acredito que “desenvolvimento sustentável” é um paliativo, uma estratégia (pensada por intelectuais ou não) para perpetuar o modo de vida que estamos inseridos.
Portanto, o que quero aqui é lançar uma reflexão mais crítica a respeito de posturas que são extremamente legítimas, mas, que estão muito aquém de um efetivo resultado. Precisamos pensar é em uma mudança de paradigma, onde consigamos pensar em alternativas e este sistema pautado no consumo e na acumulação de capital.
O que mais me intriga nessa postura ativista não é sua legitimidade, que devo concordar que realmente é sensata e legítima em si, e sim a verborragia ativista que não reflete sobre o fato de sua intrínseca e arraigada inserção em um sistema pautado no consumo.
Portanto, antes de criticar as atividades minerarias e industriais temos de fazer nossa mea culpa, pois divulgamos nossos protestos de lap tops de última geração, sacamos nossos celulares ultramodernos e marcamos encontros para protestar contra a produção do mesmo, pegamos nossos carros do ano, com ABS, airbag, som com mp3, etc. e queimando combustível fóssil vamos praticar nossas atividades de lazer, ou trabalho Quando pensamos que agimos de maneira ecologicamente correta deixando o carro em cara para usa bicicleta temos de ter em mente que ela também é fruto desse processo industrial que demanda minério, utiliza lubrificantes e produtos sintéticos derivados de petróleo.
Pensamos sermos “ecologicamente corretos” quando usamos etanol, mas, o que parece ser uma atitude ecológica nada mais é que uma alternativa de perpetuação do próprio sistema. Espero não estar vivo para presenciar um fenômeno que só de pensar me dá arrepios que é o fato de com o advento do uso de etanol em lugar do combustível fóssil (petróleo) pararemos de plantar alimento para plantar combustível.
Pessoalmente acredito que “desenvolvimento sustentável” é um paliativo, uma estratégia (pensada por intelectuais ou não) para perpetuar o modo de vida que estamos inseridos.
Portanto, o que quero aqui é lançar uma reflexão mais crítica a respeito de posturas que são extremamente legítimas, mas, que estão muito aquém de um efetivo resultado. Precisamos pensar é em uma mudança de paradigma, onde consigamos pensar em alternativas e este sistema pautado no consumo e na acumulação de capital.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
Discurso Burocrático
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Auto De Zé Limeira
Cabruêra
No sertão, sob o sol da Borborema.
Numa terra regada a pedra e osso
O lagarto equilibra seu pescoço
Com a cauda apontando a parte extrema
O seu corpo parece um teorema
De incógnitas perdidas na paisagem
Há um corte suspenso nessa imagem
Vertical, fura o Jabre as nuvens raras.
Batizado nas águas do Espinharas
Zé Limeira parece uma visagem.
Apesar de sertão o clima é frio
Frio e seco como soi acontecer
Nessa terra em que a vida quer nascer
E só nasce vencendo um desafio:
O verter-se em esforço no vazio
Que abomina, assustando a floração.
Dessa forma estrangula o seu pulmão
Com as garras astutas de um tridente
(a esmola na cuia do indigente)
Zé Limeira transforma pedra em pão
Para o frio noturno e o sol diário
Indumentos que imitam passarinho
Variando da mescla para o linho
E alpercatas cruzando o pó calcáreo
(Uma orquídea vestida em um sudário;
uma túnica sobre os mandacarus)
Macambira cruzada com umbus,
Resistentes espécies da secura
Água/sal versus rocha/rapadura
Zé Limeira vencendo os urubus.
Se o passado contasse verdadeiro
O olhar de quem olha saberia
Que há bilhões de instantes não havia
Um lugar sem brasão e sem letreiro
Sobre o qual há carcaças no terreiro
E Reis Magos são quadro empoeirado
Mas um Astro Cadente iluminado
Se aloja tal/qual um caranguejo
A suar no mormaço sertanejo
Zé Limeira é o Verbo Anunciado
Pare o tempo, o vento, o mundo inteiro,
As espécies, os bichos, as vontades.
Pare o mal e parem as maldades
Pare o bem, o bom. Pare o luzeiro
Que alumia e que queima o juazeiro,
Pare a força dessas contradições,
Pare a regra geral das ilusões
E a caldeira que energiza tudo
Pois do alto do céu vem um entrudo
Zé Limeira puxando seus cordões!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
"E tudo mudou..."
Recebi este texto por e-mail e ele estava atribuido a Luiz Fernando Veríssimo. Se realmente for dele, estão aí os créditos, se não, espero encontrar o verdadeiro autor para dar-lhe o crédito necessário. Espero ter a honra de receber a visita do Luiz Fernando Veríssimo em meu humilde e mal escrito blog assim ele poderá dizer se é dele este texto.
Enfim, o interessante é que a vida nos presenteia com pequenas sutilezas que na maioria das vezes não nos damos conta, o fato é que este poema me fez pensar um pouco mais no caminho e menos caminhada...
E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças...
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