segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Crônicas de uma alma solitária



7:30 “Ele” acordou, olhou ao redor, viu paredes brancas e azuis e tudo um mundo que deixaria para traz em mais ou menos uma hora. Toca os pés no chão frio, observa a janela testemunha de vários momentos. O dia está cinza, chuvoso, triste. Como se a cidade chorasse a partida de mais um anônimo cujo objetivo principal na vida é tentar ser feliz, talvez a felicidade esteja na busca em si, no meio e não no fim.
Ele foi ao banheiro, tomou banho, escovou os dentes, dirigiu-se a cozinha, fez café. Nesse entremeio recebeu uma mensagem no celular. Deliciosa mensagem.

Sentindo aquele sabor meio amargo, meio doce, sem saber se este frenesi de sensações é o simples efeito do paladar no primeiro sabor do dia ou se tudo que está acontecendo é responsável por tal efeito. Viu as horas, chamou um taxi então dirigiu-se a uma última despedida antes de partir.


No aeroporto se deu conta do quão distante está deste mundo de consumo, mesmo ciente que é nele que está inserido.
Chegando a nova cidade, após instalar-se provisoriamente em um hotel foi ver o mar, molhar os pés, sentir o vento litorâneo e por fim comer algo.

Só, sempre só, pois, ele sabe que é o primeiro dia de vários que se seguirão. Que esta jornada seja plena...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Museu Mamulengo Espaço Tiridá

O Mamulengo



O Mamulengo é uma manifestação típica do teatro de bonecos popular nordestino, representado por figuras populares nas situações cotidianas. Sem caráter religioso, o Mamulengo, transfigura os personagens populares, revelando a alma individual e coletiva do povo.

Improvisado, como a Comedia Dell’Arte este espetáculo é cômico, trágico e dramático. Inicia quase sempre com uma dança e a participação da “orquestra” e algumas vezes com presença do Mateus, personagem humano que dança e faz arrecadação. Sem conteúdo político explícito apresenta, numa crônica regional, os valores humanos elementares, as relações de trabalho e as tradições folclóricas chamadas folguedos.


Folguedo – são representações populares que adotam várias formas de teatralização. Alguns exemplos comuns de encenação são: o Pastoril e o Bumba-meu-boi.

A madeira macia, o mulungu é o material mais usado. Ela permite ao artista maior liberdade ara definir a forma e combinar a característica do personagem com a função cênica dos bonecos. Plasticamente e figuração extrai apenas o essencial e o tratamento da forma revela o interesse pela síntese. O boneco é uma escultura animada. Com a imaginação, o mamulengueiro prevê sua função no espetáculo e explora a liberdade de expressão plástica. Os “atores de madeira falam, dançam, brigam e, geralmente morrem”.

O público é simples, crédulo e comparece a encenação, geralmente nas pequenas propriedades, praças sítios e cidades do interior, como também nos subúrbios das grandes cidades com a mesma roupagem e condição social, que o boneco representa.



O Museu



Criado em Olinda, Cidade Patrimônio da Humanidade, o Museu do Mamulengo – Centro de Documentação Espaço Tiridá é uma unidade da Prefeitura de Olinda, sendo inaugurado em dezembro de 1994, na Rua do Amparo, 59, e por motivos estruturais passa a funcionar provisóriamente na Rua de são Bento, 344 – Varadouro/Olinda/PE.

Este texto foi extraído do folder que se encontra disponível no Museu do Mamulengo Espaço tiridá.

O objetivo aqui é divulgar um espaço cultural inesquecível e que faz parte da cultura Brasileira.

sábado, 5 de setembro de 2009

Say Hello To Heaven

(Temple of The Dog)

Please, mother mercy
Take me from this place
And the long winded curses
I keep hearing in my head
Words never listen
And teachers never learn
Now I'm warm from the candle
But I feel too cold to burn
He came from an island
And he died from the street
He hurt so bad like a soul breaking
But he never said nothing to me
So say hello to heaven

New like a baby
Lost like a prayer
The sky was your playground
But the cold ground was your bed
Poor stargazer
She's got no tears in her eyes
Smooth like whisper
She knows that love heals all wounds with time
Now it seems like too much love
Is never enough, you better seek out
Another road 'cause this one has
Ended abrupt, say hello to heaven

I never wanted
To write these words down for you
With the pages of phrases
Of things we'll never do
So I blow out the candle, and
I put you to bed
Since you can't say to me
Now how the dogs broke your bone
There's just one thing left to be said

Interstate Love Song

(Stone Temple Pilots)

Waiting on a Sunday afternoon
For the word I read between the lines
Your lies
Feeling like a hand in rusted shame
So do you laugh or does it cry?
Reply?

Leavin' on a southern train
Only yesterday you lied
Promises of what I seemed to be
Only watched the time go by
All of these things you said to me

Breathing is the hardest thing to do.
With all I've said and
all that's dead for you
You lied-Goodbye.

Leavin' on a southern train
only yesterday, you lied
Promises of what I seemed to be
Only watched the time go by
All of these things I said to you

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sitios arqueológicos e sua importância

A escalada é um esporte praticado ao ar livre ao que chamamos de outdoor, há claro a escalada indoor, mas, esta é posterior e uma derivação da escalada assim como escalada esportiva, alpinismo, etc.
Quando saímos para escalar entramos em contato com locais onde há afloramentos rochosos de diversas naturezas. Estes locais costumam ter a peculiaridade de formar abrigos protegidos das chuvas, que inclusive, muitas vezes formam paredes negativas muito propícia a prática da escalada esportiva.
Mas, estes locais também, muitas vezes trazem consigo vestígios de ocupação que chamamos de pré-histórica. Antes do território brasileiro ser invadido pelos portugueses já haviam habitantes aqui, os quais foram denominados de índios. Estes índios viviam organizados socialmente de acordo com um conjunto de normas que muito diferentes das quais viviam os portugueses e que vivemos nós agora, por isso foram considerados “selvagens” e em muitas vezes nem eram considerados seres humanos.

De maneira geral o que se considera “história” é todo registro escrito a respeito de uma sociedade, desde os fenícios, passado pelos egípcios e pelos romanos até os dias de hoje. O que temos são registros escritos do modo de vida destas sociedades. Portanto, algumas sociedades antigas não faziam o uso da escrita como a nossa cultura o faz, havia a cultura oral passada de indivíduo a indivíduo e certamente alguns conjuntos de símbolos que faziam parte do repertório cultural, sendo assim, todas as culturas antigas cuja organização e modo de vida que não têm nenhum registro escrito, é considerada como pré-histórica mas sem nenhuma conotação pejorativa para o termo. No Brasil os primeiros registros escritos foram produzidos pelos portugueses a partir do momento da invasão, tenha-se como exemplo a carta de Pero Vaz de Caminha. Logo, tudo que é anterior a 1500 é considerado pré-história no Brasil pois, as sociedades que aqui viviam não faziam uso da escrita, o que não quer dizer que eram sociedades atrasadas.

Como o Brasil era intensamente povoado pelas sociedades indígenas, freqüentemente nos deparamos com vestígios destas ocupações, no nosso caso nos é comum acharmos estes vestígios perto de afloramentos rochosos. Estes são chamados de vestígios arqueológicos.

Segundo PROUS, 1992; “Consideramos vestígios arqueológicos todos os indícios da presença ou atividade humana em determinado local”. O local onde encontramos estes vestígios são considerados sítios arqueológicos e eles não se resumem em inscrições nas pedras que são as chamadas pinturas rupestres, muito pelo contrário é muito mais comum nos depararmos com tais vestígios no chão, pois os índios faziam uso de diversos utensílios que eram feitos de madeira, pedra, palha, barro (cerâmica), etc. O que costumam-se encontrar são fragmentos destes utensílios ou refugo de sua manufatura, portanto é muito comum encontrar no chão lascas de pedra que são resíduos da confecção de instrumentos como raspadores, pontas de flechas, machados, etc. além de fragmentos de potes a vasilhas feitas de cerâmica.

Estes locais costumam ter muitos vestígios enterrados também, então o pisoteio pode alterar as condições destes vestígios e assim perdendo valiosíssimas informações sobre estas os habitantes que outrora viveram ali.

Estes sítios arqueológicos são protegidos pela lei nº 3924, de 26 de julho de 1961:

Lei nº 3924, de 26 de julho de 1961. Dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos.
O Presidente da República:
Faço saber que o congresso nacional decreta e eu sanciono e seguinte lei:

Art. 1º - Os monumentos arqueológicos ou pré-históricos de qualquer natureza existentes no território nacional e todos os elementos que neles se encontram ficam sob a guarda e proteção do Poder Público, de acordo com o que estabelece o art. 180 da Constituição Federal .
Parágrafo único – A propriedade da superfície, regida pelo direito comum, não inclui a das jazidas arqueológicas ou pré-históricas, nem a dos objetos nela incorporados na forma do art. 168 da mesma Constituição.
Art. 2º - Consideram-se monumentos arqueológicos ou pré-históricos:
a) as jazidas de qualquer natureza, origem ou finalidade, que representem testemunhos da cultura dos paleoíndios do Brasil, tais como sambaquis, montes artificiais ou tesos, poços sepulcrais, jazigos, aterrados, estearias e quaisquer outras não especificadas aqui, mas de significado idêntico, a juízo da autoridade competente;
b) os sítios nos quais encontram vestígios de ocupação pelos paleoíndios, tais como grutas e abrigos sob rocha;
c) os sítios identificados como cemitérios, sepulturas ou locais de pouso prolongado ou de aldeamento, estações e cerâmicos, nos quais se encontram vestígios humanos de interesse arqueológicos ou paleoetnográfico;
d) as inscrições rupestres ou locais com sulcos de polimento de utensílios o outros vestígios de atividade de paleoameríndios.
Art. 3º - São proibidos em todo o território nacional o aproveitamento econômico, a destruição ou mutilação, para qualquer fim, das jazidas arqueológicas ou pré-históricas conhecidas como sambaquis, casqueiros, concheiros, birgueiras e serambis, e bem assim dos sítios, inscrições e objetos enumerados nas alíneas b, c e d do artigo anterior, antes de serem devidamente pesquisados, respeitadas as concessões anteriores e não caducas.

Então, quando nos depararmos com estes tipos de vestígios, o melhor a se fazer é isolar o local, não usá-lo nem como passagem, assim os preservamos e mostramos o quão conscientes e engajados na proteção ao meio ambiente e ao patrimônio cultural a comunidade escaladora de Minas Gerais está.

sábado, 9 de maio de 2009

Desabafo II

O que está escrito abaixo não é meu, é um um autor que gosto muito. Sei que as vezes me sinto assim, por isso resolvi postar.

Desabafo

“Não sei exatamente porque mas, uma profunda melancolia está tomando conta de mim. Acredito que seja a distancia de casa, da minha mãe, não moro com ela e venjo-a pouco mas, tenho sempre em meu coração. Mesmo fazendo o que gosto, cercado de pessoas que gosto, ainda sim tenho a sensação de que está faltando algo.

Costumo estragar tudo, portanto se te magoei de alguma forma me desculpe. Para todas as vezes em que confundo algum sentimento relacionado a alguma pessoa, espero sempre ter alguma música em mente pois, somente meu coração pode dizer o que aconteceu.

Sinto-me só, sempre acho que não desperto o interesse nem o desejo de ninguém. Ou quando isso acontece é de quem eu não quero. Não sei mais o que fazer.

A única certeza que tenho é que continuarei vivendo e, quem sabe um dia possa sentir que sou realmente correspondido.

Bom, quem ler isto, por favor não se assunte, só estou pondo para fora algo que me incomoda. Por mais que as idéias pareçam desarticuladas tudo isso faz algum sentido pra mim.

Considero isto um desabafo!”